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18/03/2017 00h00
 

FIM DO SUFOCO?
E agora?

 
Novos Rumos. Como?


Paulo Timm - Coluna A FOLHA, 08-015 Março, Torres RS

A semana foi cheia de questões políticas, embora não tenha caído nenhum Ministro. Mas a LAVAJATO continua “protagonizando” a conjuntura como um diabo solto no meio do baile. O mais garfado, até agora, é o ex Governador Cabral , do Rio de Janeiro, seguindo-lhe de perto o ex deputado Eduardo Cunha, tudo indicando, aliás, que eram sócios no ‘empreendimento’. Mas “O Rio de Janeiro continua lindo!!!!”. O que mais assusta o universo político, entretanto, é a ameaçadora LISTA DO JANOT, uma relação de cerca de 200 deputados delatados como beneficiários de propinas das construtores, sobretudo a ODEBRECHT, cujos dirigentes estão falando por todos os poros. Falando e delatando. Nem o Presidente Michel Temer “é incluído fora” das delações. Daí que as entrelinhas deixem escapar que a Chapa Dilma/Temer, vencedora no pleito de 2014, possa cair no Tribunal Superior Eleitoral, abrindo campo para a eleição de um novo Presidente, por via indireta – da Câmara dos Deputados – para completar o mandato até 31 de dezembro de 2018. Para o cargo o mais cotado é o polivalente Nelson Jobim, das togas às fardas, passando pelos políticos, com a vantagem de que é do PMDB. E lá do fundo das prisão de Curitiba escapa, na madrugada, um duende que não é o de Garcia Lorca, assombrando o sono dos justos e injustos. Ninguém dorme mais em Brasília. Só vigília. E nem chegou ainda o período das cigarras...
Sobre este fundo – falso -, sobressaiu-se, na semana, um modesto otimismo com a economia. Risonho, o Ministro Meirelles celebrou o fato de que paramos de cair no abismo da recessão, ou seja o PIB, termômetro da economia, registrou o fim dos números negativos. São ainda mugidos, não o tropel da retomada da economia, mas digno de menção. Consta que passamos pela maior crise da República e não será fácil retomar algum rumo, para o que, além do dito “saneamento” conjuntural, do controle da inflação, do susto dos juros e da elevação da relação Dívida Publica/PIB, será necessário elevar a produtividade geral da economia, com maior inserção nos fluxos de tecnologia propiciado pelas novas cadeias de produção , pela revolução na educação e por um ativa Política Social capaz de integrar ao mercado 100 milhões de brasileiros que ganham até um salário mínimo. O valor do PIB em 2016 ficou em R$ 6,267 trilhões (ou US $ 2 bi, a uma razão média do dólar 3 x 1 ), em 2016 baixando a renda percapita anual para R$ 30.407,00, equivalente a 2010. Outra década, portanto, perdida e com ela, salvo a elevação do salário mínimo real, que alcança 25 milhões de brasileiros, e o Bolsa Família, que chega a 40 milhões, grande parte dos bônus sociais da era Lula. Isso se expressa na queda do consumo das famílias, um dos principais fatores da queda do PIB em 2016.
Esse cenário dantesco, porém, parece ter ficado para trás, eis que se prevê, para este ano de 2017 um crescimento de 0,49% do PIB, baixo, mas positivo, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada do dia 06 de fevereiro, com indicações do IBGE de uma boa recuperação da indústria depois de mais de uma década em declínio. Ou seja, não vamos recuperar a década perdida, muito menos o antigo nível de emprego, mas talvez se abra um novo ciclo cujo fator determinante será a estabilização do quadro político com a eleição de um novo Presidente em 2018. Pesquisas recentes demonstram a preferência dos brasileiros por um modelo de Estado mais forte do que gostariam os liberais, de tipo social-democrata, com forte presença na promoção da cidadania e do desenvolvimento. Setores nacionalistas, fortemente arraigados nas Forças Armadas, insistem também na manutenção de um mínimo de soberania neste processo. O Brasil, dizem, não é o Japão ou Coréia, virtualmente ocupados desde o fim da II Guerra Mundial, nem é Cingapura, um antigo enclave inglês de pequenas projeções mundiais, ou mesmo Irlanda, ambos transformados em plataformas de exportações no contexto da globalização. Isso, porém, é futuro. Por enquanto, regozijemo-nos com o anúncio do fim da recessão, mas preparemo-nos para candidatura, eleição, posse e governo que fará o que está fazendo a geringonça encabeçada pelo PS em Portugal: restaurar, embora cautelosamente, as perdas sociais da temerária pinguela. Sinal disso são as dificuldades da Reforma da Previdência em análise no Congresso, já sob o crivo de uma CPI no Senado e visível mal estar no PMDB. Esperemos para ver...

 
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